Blogdopa | Ano eleitoral dá última oportunidade para Ibaneis tocar projetos

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O governador Ibaneis Rocha (MDB) quer começar 2022 com as ações nas ruas a todo vapor. Assim, a pavimentação de uma rota segura rumo à reeleição por meio da construção de alianças tende a permanecer fora do foco, por enquanto. As conversas sobre possíveis parcerias ocorrem paralelamente, sem trocas de nomes da futura chapa. Mas vale lembrar que as dezenas de inaugurações anunciadas ao longo deste ano têm impacto entre o eleitorado. O emedebista demonstra a pessoas próximas que não quer deixar o pleito influenciar a gestão atual. Mas, naturalmente, tudo afeta diretamente a disputa para o Buriti.

Expansão

Depois da consolidação de programas sociais como ações permanentes em âmbito distrital, a aposta do governador são as obras em fase de início — que incluem a esperada expansão da linha metroviária.

A escolha

Até outubro, quer ele queira ou não, terá de fazer mudanças. Diversos integrantes da equipe de governo pretendem se candidatar e, portanto, terão de deixar o cargo até abril. A definição de quem entrará na futura chapa ficará para o fim. Paco Britto (Avante), quer continuar na função. Porém, é o xadrez eleitoral que definirá o futuro do vice-governador.

Comodidade

O número dois do governo local ocupa uma função confortável para Ibaneis. Atualmente, os dois mantêm uma relação próxima, com Paco alinhado ao gabinete do titular, sem buscar os holofotes quando assume interinamente o Buriti. No entanto, há gente de olho na vaga. Entre potenciais concorrentes estão o secretário de Governo, José Humberto — também próximo a Ibaneis —, ou um possível nome do meio evangélico, grupo com interferência crescente na política.

Planos para daqui a oito anos

O conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e ex-deputado distrital Paulo Tadeu pretende se concentrar na tentativa de reeleger o irmão Ricardo Vale (PT) à Câmara Legislativa, no ano que vem. Por trás disso, haveria uma meta mais ambiciosa: o sonho de chegar ao posto de governador. A pessoas próximas, Paulo Tadeu afirma que pretende concorrer ao Buriti em 2030.

Interstício reduzido à metade

A autorização da redução de interstício para promoções na Polícia Militar do DF passa a valer amanhã. A decisão do Executivo local reduz à metade o prazo necessário para promoção de oficiais da corporação. A liberação, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal, permitirá a ascensão de, aproximadamente, 1,2 mil servidores que tenham ficado 50% na patente anterior à almejada. Contudo, a graduação só será possível em caso de disponibilidade de vaga.

Rede de pesquisadores identifica ômicron em criança

Enquanto o governo federal promove uma consulta pública para descobrir se a população — não especialistas na área da saúde — consideram necessário vacinar crianças contra a covid-19, a Rede Corona-Ômica, projeto do qual faz parte a Universidade de Brasília (UnB), registrou um caso de infecção pela variante ômicron em uma criança de 7 anos. A coleta da amostra, analisada por pesquisadores do Instituto de Biotecnologia (Ibtec) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ocorreu em Araraquara (SP). Até o momento, trata-se do primeiro caso desse tipo registrado no país.

Fica a dica

Coordenador do laboratório do Ibtec-Unesp, o virologista João Pessoa Araújo Júnior alerta para este período de fim de ano, com previsão de festas e aglomerações, em um momento de circulação da ômicron e de uma variante do vírus da gripe que chegou antes do esperado. Para controle de possíveis surtos, ele considera urgente ao poder público investir em estrutura para testagem e identificação dos agentes infecciosos por meio do sequenciamento genético. A orientação vale, inclusive, para o Governo do Distrito Federal.

Limitações

Na capital do país, a UnB atua nessa frente, junto ao Laboratório Central de Saúde Pública. Porém, para fazer sequenciamentos em escala, a instituição de ensino precisaria de 100 amostras por semana. Até o momento, ela dispõe de insumos suficientes para análise de apenas 250 genomas. E, no caso do Lacen-DF, o mapeamento genético ainda ocorre de maneira parcial, pois a unidade tem de enviar todas as amostras identificadas para confirmação e validação em São Paulo. Apesar de haver interesse por parte das equipes em concluir todo o processo no DF, faltam recursos.

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