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Blogdopa | Templo no Guará: líder religioso é detido após denúncias de violência sexual

Morador do Guará é preso por abusos sexuais cometidos sob pretexto de rituais religiosos

Morador do Guará, no Distrito Federal, Rafael Maia Carlos Fonseca, de 49 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (24/12) pela Polícia Civil do DF (PCDF), suspeito de cometer crimes de violência sexual contra mulheres frequentadoras de uma instituição religiosa da qual era líder.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (DEAM I), Rafael se aproveitava da fé e da confiança das vítimas para praticar abusos sexuais, utilizando como justificativa supostos rituais de purificação e lavagem espiritual. As vítimas relataram que os abusos ocorriam durante cerimônias religiosas, quando o investigado afirmava estar incorporando entidades espirituais para legitimar os atos.

Segundo os depoimentos, as condutas aconteciam de forma gradual e progressiva, começando com toques indesejados e evoluindo para abordagens mais invasivas, causando constrangimento, medo e sofrimento emocional às vítimas. Para a polícia, o suspeito se valia de sua posição de liderança religiosa para manipular psicologicamente as frequentadoras do templo.

Rafael Maia se apresentava nas redes sociais como “Rafael de Malunguinho”, em referência a uma entidade espiritual que dizia incorporar. Além de líder religioso, ele divulgava em seus perfis uma trajetória acadêmica e profissional extensa, afirmando ser triatleta, mestre em ciências ambientais, historiador e filósofo. Em seu currículo Lattes, constam atuações como professor em universidades e colégios particulares. Ainda segundo informações públicas, ele é pai de duas meninas.

O templo presidido por Rafael, chamado Casuá do Reis Malunguinho, funcionava em uma residência localizada na QE 32 do Guará desde 10 de junho de 2024. Nas redes sociais da instituição, eram divulgadas datas de rituais, sessões de cura e cerimônias religiosas, com presença majoritária de mulheres e também adolescentes. O último ritual anunciado, denominado “último toque do ano”, ocorreu no dia 13 de dezembro.

Além da atuação religiosa, o investigado possui duas empresas registradas em seu nome, voltadas para treinamento em desenvolvimento profissional e elaboração de projetos de prevenção e combate a incêndios.

A operação policial teve como objetivo responsabilizar o suspeito, reunir novos elementos probatórios e identificar outras possíveis vítimas. As investigações tiveram início após relatos de diversas mulheres e a análise de provas coletadas ao longo do procedimento policial.

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