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Blogdopa | Presidente do BRB diz que banco não vai quebrar e negocia empréstimo do FGC para cobrir rombo do Master

BRASÍLIA, DF — Em sua primeira entrevista desde que assumiu a presidência do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza afirmou nesta sexta-feira (23/1) que a instituição pública não vai quebrar, sofrer intervenção nem ser liquidada pelo Banco Central (BC), apesar da crise provocada pela compra de créditos sem lastro vinculados ao extinto Banco Master.  

Souza, que assumiu o comando do BRB em 26 de novembro de 2025, disse que o banco tem sólida estrutura financeira e o apoio necessário para atravessar a turbulência, e ressaltou o papel histórico da instituição para a população do Distrito Federal.  

O executivo confirmou que o BRB está em negociações com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para obter uma linha de empréstimo emergencial, com taxa de juros mais baixa e prazo mais longo, que ajudaria a atender às exigências de capital feitas pelo Banco Central. Para isso, o Governo do Distrito Federal deve oferecer garantias, como ações de empresas estatais, ao FGC.  

A medida é vista como um dos instrumentos para cumprir a determinação do BC de provisionar R$ 2,6 bilhões no balanço do banco, em razão do prejuízo decorrente da compra de carteiras de crédito supostamente fraudulentas relacionadas ao Banco Master.  

Além da linha com o FGC, Souza mencionou que há outras propostas em estudo para recompor o capital do BRB, como aportes diretos do Tesouro do DF, fundos com imóveis públicos e transferência de ações de estatais, todas sujeitas à aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal.  

A situação do banco havia gerado boatos e movimentos incomuns de saque no início da semana, mas segundo o presidente, a normalidade foi retomada, com entrada líquida de recursos superior aos saques e apoio de diversos bancos privados ao BRB.  

O caso está ligado à crise do Banco Master, cuja liquidação extrajudicial ocorreu após investigações da Polícia Federal e do BC, que apontaram operações fraudulentas no valor de cerca de R$ 12,2 bilhões envolvendo títulos sem lastro comprados pelo BRB. Essa operação tem impacto regulatório e financeiro no BRB e segue sob investigação. 

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