Uma das vítimas amargou prejuízo de R$ 200 mil, em um consignado inicialmente de R$ 50 mil. Mandados são cumpridos no Rio Grande do Sul.
Policiais da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) estão em Canoas(RS) cumprindo três mandados de prisões temporárias, cinco de buscas e três sequestros de bens em operação contra associação criminosa especializada em golpes, que fez vítimas não só no DF, mas também em outros estados.
A ação tem apoio operacional da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Segundo a corporação, os criminosos montavam uma empresa de fachada, depois conseguiam efetivar contratos com grandes instituições financeiras para funcionarem como correspondentes bancários.
Com o acesso à informação privilegiada, não só dos próprios bancos, mas também adquirida na “darknet”, descobriam dados pessoais de correntistas que já possuíam empréstimos consignados.
A partir daí, faziam contato via WhatsApp e passavam a oferecer a portabilidade desses créditos para outros bancos com taxas de juros reduzidas.
As vítimas eram iludidas pelas propostas, autorizavam a transação e repassavam seus dados e cópias de documentos aos criminosos.
Os bandidos, então, contratavam a liberação de outros empréstimos consignados.
Sem perceber, a vítima paga o boleto pensando que está quitando o consignado original para portabilidade, quando, na verdade, está transferindo os valores dos novos empréstimos para a conta dos criminosos. Depois disso, os suspeitos bloqueiam a vítima no WhatsApp que fica com duas dívidas: a original e as outras obtidas pelos criminosos.
Prejuízo de R$ 200 mil
Uma das vítimas do DF acabou com uma dívida de R$ 200 mil, referente ao consignado original de R$ 50 mil e outros dois feitos pelo grupo nos valores de R$ 50 mil e R$ 100 mil reais cada. Os descontos do empréstimo consignado são efetivados diretamente em folha de pagamento e as vítimas acabam com sua própria subsistência comprometida, não conseguem cancelar o empréstimo no banco e se veem obrigadas a pagar algo que não contrataram.
Investigação
A PCDF conseguiu georreferenciar a origem das mensagens. O grupo se localizava a mais de 2.000 km do DF, em Canoas (RS).
Sempre escolhiam vítimas em outros estados, justamente para dificultar a investigação.
Em Canoas, o grupo mantinha uma sala alugada com funcionários onde ficava o dia inteiro fazendo a “pescaria de vítimas” em todo território nacional.
Na operação, foram expedidos mandados contra o proprietário da empresa de fachada e das duas principais “conteiras” responsáveis pelo recebimento dos valores desviados.
Foram bloqueados nas contas encontradas cerca de R$ 130 mil reais.
Os documentos e celulares apreendidos serão analisados. Todos serão indiciados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude eletrônica com penas somadas que podem alcançar 21 anos de reclusão.



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