A porcentagem, a ser paga com base na arrecadação bruta mensal, é uma maneira de arcar com os impostos não pagos
Os donos da rede de supermercados Supercei, que foram alvo da Operação Romanos 13:7, deflagrada pela Policia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta sexta-feira (22/3), terão de entregar mensalmente à Justiça 10% do montante bruto arrecadado por suas empresas.

Segundo a investigação, o pagamento é uma maneira de arcar com os impostos não pagos. Os irmãos Elias e Hélio Feliz Palazzo, proprietários do grupo econômico, são investigados por lavagem de dinheiro e sonegação.
A Justiça vai decidir quando os pagamentos mensais vão terminar.
O Portal apurou que, durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro residências e em três sedes de empresas pertencentes aos irmãos.
Dez imóveis vinculados aos investigados foram sequestrados; entre eles, incluem-se três apartamentos em Águas Claras e um no Sudoeste, totalizando aproximadamente R$ 10 milhões.

Além disso, contas bancárias de titularidade das empresas envolvidas no esquema de sonegação tributária foram bloqueadas.
A dupla e os seus familiares são suspeitos de sonegar R$ 259.465.604,79 em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre 2006 e 2016, e também por lavagem de dinheiro, no valor corrigido de R$ 218.464.000,88.

O esquema
Segundo a investigação, a quadrilha praticava, de maneira recorrente, fraude com declaração de débitos tributários a recolher, sem, contudo, pagar os valores devidos do tributo.
De forma continuada, o grupo declarava e não pagava os impostos, o que levou a uma dívida superior a R$ 500 milhões.
A PCDF apurou que os envolvidos ainda faziam sucessivas simulações de parcelamentos, os quais, muitas vezes, levavam a Justiça e a Fazenda Distrital a acreditarem que, em algum momento, os devedores quitariam as dívidas.

No entanto, os indícios demonstraram que os suspeitos não tinham intenção de regularizar a situação junto à Receita do Distrito Federal.

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