Segundo investigação, crimes foram cometidos em instituição relacionada às atividades de escotismo; instrutor, de 20 anos, vai responder por ‘estupro de vulnerável’ contra vítimas de 7 e 8 anos. Movimento Escoteiro diz que suspeito nunca foi associado a nenhum grupo.
Um monitor de escoteiros, de 20 anos, foi preso preventivamente (por tempo indeterminado) nesta sexta-feira (11), suspeito de estuprar pelo menos três crianças entre 7 e 8 anos, no Distrito Federal.
Segundo a denúncia, os abusos teriam sido cometidos em uma instituição sem fins lucrativos relacionada às atividades de escotismo na região do Paranoá.
Em nota, o Movimento Escoteiro nega qualquer envolvimento com o caso. “O rapaz acusado e detido, que agora responderá e passará por processos judiciais sobre suas ações, não é associado dos Escoteiros do Brasil e nunca esteve nos nossos quadros associativos”, diz a diretoria regional dos Escoteiros do DF.
De acordo com as investigações, os crimes foram cometidos de forma “reiterada” e “valendo-se das facilidades inerentes à posição de monitor da turma”. O mandado de prisão foi cumprido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após determinação da Vara Criminal do Paranoá.
Além da prisão, a Justiça também autorizou a apreensão do celular e de outros aparelhos eletrônicos do suspeito. Ele foi encaminhado para a carceragem da Polícia Civil, no Parque da Cidade.
A corporação não divulgou o nome do suspeito ou da instituição que ele fazia parte.
O que diz a União dos Escoteiros do Brasil
A diretora da União dos Escoteiros do Brasil – região DF – Mônica Saraiva da Silva de Albuquerque mandou a seguinte nota ao Portal
“Apuramos junto aos dois únicos Grupos Escoteiros instalados no Paranoá e certificamos de que não houve qualquer ocorrência dentro e de conhecimento de nenhuma ocorrência entre jovens e nem tampouco quanto aos adultos voluntários com jovens.
Além de nos certificarmos sobre o acontecimento, tomamos conhecimento que o fato ocorrido em questão, não aconteceu dentro da nossa instituição.
O rapaz acusado e detido, que agora responderá e passará por processos judiciais sobre suas ações, não é associado dos Escoteiros do Brasil e nunca esteve nos nossos quadros associativos.
Deixamos claro que a associação do crime cometido NÃO está vinculado ao nosso Movimento Escoteiro.”
Blogdopa e os previlegios da PCDF.


