A chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) à Praça do Cruzeiro, em Brasília, reuniu uma multidão sob chuva na tarde deste domingo (25). A manifestação levou cerca de 18 mil pessoas ao local, segundo levantamento do Monitor do Debate Político, formado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A margem de erro é de 12%, o que indica um público estimado entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes.
O ato marcou a última parada da caminhada realizada pelo parlamentar desde a segunda-feira (19). Nikolas saiu de Paracatu, no interior de Minas Gerais, e percorreu aproximadamente 240 quilômetros até a capital federal.
Ao chegar à praça, o deputado fez um breve discurso e direcionou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “O Brasil não tem medo de você”, declarou. Segundo ele, o objetivo da mobilização foi “despertar o país”, que, em sua avaliação, vive “um pesadelo terrível”. O parlamentar afirmou ainda que “não conseguimos mais viver nesse país”.
Toda a caminhada foi transmitida pelas redes sociais ao longo da semana, em formato seriado, com registros do desgaste físico do deputado, como imagens dos pés inchados, além de denúncias sobre supostas tentativas de infiltração de pessoas ligadas à esquerda no movimento. De acordo com Nikolas, esses episódios motivaram o uso de um colete à prova de balas durante o trajeto.
Apesar de não haver registros de incidentes ao longo da caminhada, neste domingo, pouco antes da chegada do deputado, um raio caiu próximo a um grupo de manifestantes que aguardava o ato sob forte chuva. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, 72 pessoas receberam atendimento médico, sendo que 30 foram encaminhadas a hospitais da região, oito delas em estado grave.
Por medida de segurança, equipamentos elétricos e cabos foram retirados da área, e um guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi rebaixado devido ao risco de novas descargas elétricas.
O protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o principal motivo que levou o deputado e seus apoiadores a planejarem a caminhada.