Testemunhas ficaram chocadas com a gravidade de um acidente envolvendo três carros no Eixinho, na altura da SQS 108, em Brasília, na manhã desta sexta-feira (20/2). Uma das vítimas ficou presa às ferragens, cena que foi descrita como “horrível” por quem presenciou a colisão de perto.
No momento do acidente, chovia intensamente na região. O auxiliar de serviços gerais Leandro José da Silva, de 32 anos, contou que foi surpreendido pelo barulho da batida enquanto estava em casa.
“Estávamos tomando café na cozinha quando ouvimos um estrondo muito forte. Corremos para ver o que tinha acontecido e nos deparamos com o acidente”, relatou ao Portal.
Segundo Leandro, a situação da condutora de um Fiat Uno chamou atenção. A mulher ficou presa às ferragens e apresentava ferimentos graves.
“Quando vi a cena, foi horrível. A gente só consegue torcer. Acredita que tudo pode acontecer”, afirmou a testemunha, visivelmente abalada.
Ele acrescentou que a vítima se mexia pouco e tinha ferimentos aparentes, inclusive no rosto. Diante da situação, testemunhas acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF).
De acordo com Leandro, o socorro chegou em cerca de 20 minutos. Os bombeiros conseguiram retirar a vítima das ferragens rapidamente. Ela foi resgatada consciente e encaminhada a um hospital da capital.
Outra testemunha, que preferiu não se identificar, também relatou o impacto do acidente.
“Ouvi o barulho e, quando saí, vi a tragédia. O impacto desses três carros foi muito forte. Achei que a senhora não tivesse sobrevivido, mas me disseram que ela ainda respirava”, contou.
Durante o atendimento às vítimas e a realização da perícia, a via precisou ser interditada. O trânsito no trecho foi liberado por volta das 11h15.
Velocidade na via
Testemunhas ouvidas pelo Portal apontam que o trecho do Eixinho é perigoso devido ao excesso de velocidade. Há um radar com limite de 60 km/h próximo ao local do acidente, mas, segundo relatos, muitos motoristas desrespeitam a sinalização.
“O excesso de velocidade é grande nesse trecho. Tem gente que reduz no radar e depois acelera muito. Já vi carros passando a mais de 100 km/h em uma via de 60 km/h”, alertou uma das testemunhas.
Para ela, a via deveria contar com fiscalização por trecho. “É uma área residencial. É preciso mais cuidado”, concluiu.

