Segundo a ANTT, o motorista do ônibus acelerou para fugir dos fiscais da agência. Com pneus carecas, veículo derrapou e tombou na BR-070

O ônibus de turismo que capotou na BR-070 no início da noite deste sábado (21/10), matando ao menos 5 passageiros e deixando outros 14 feridos, estava irregular e era escoltado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no momento do acidente. O Portal apurou que, momentos antes de tombar no canteiro central da rodovia, o motorista acelerou o veículo, na intenção de fugir dos fiscais da agência reguladora ANTT, momento em que perdeu o controle da direção.
O veículo estava com os pneus carecas e chovia no instante do acidente.
O motorista prestava depoimento no local do acidente, ainda na noite deste sábado.
Ônibus era clandestino vinha do Maranhão/Brasília
O veículo atuava de forma clandestina e fazia o trajeto Maranhão-Brasília. O motorista recebeu ordem da parada no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) da BR-070, pouco depois de Águas Lindas de Goiás, onde passou por vistoria.
Na ocasião, ficou constatado que tratava-se de transporte pirata.
Seguindo o protocolo, os agentes da PRF acionaram os fiscais da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), para que eles assumissem a ocorrência, escoltando o ônibus até o terminal rodoviário mais próximo.
O combinado seria que o motorista deixasse todos os passageiros na rodoviária de Taguatinga e que providenciasse transporte regular para que todos seguissem viagem, até os respectivos destinos.
Na altura de Ceilândia, o condutor passou a acelerar o veículo, na tentativa de despistar os fiscais da agência reguladora.
Em determinado momento, com a pista escorregadia por conta da chuva, perdeu o controle da direção e tombou o ônibus, no canteiro central da BR-070.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), ao menos cinco passageiros morreram na hora. Sete pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas aos hospitais regionais de Ceilândia (HRC) e Taguatinga (HRT).
Outros sete passageiros tiveram ferimentos leves e foram levados ao Hospital de Base (HBDF). O ônibus transportava 32 passageiros.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal montou uma verdadeira força tarefa para atender a todos os feridos no acidente.
Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e militares dos bombeiros fizeram a classificação das vítimas ainda no local, decidindo as prioridades de atendimento e destinando os hospitais para onde os pacientes seriam encaminhados.
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